Sister, you've been on my mind
Sister, we're two of a kind
So sister, I'm keepin' my eyes on you
I betcha think I don't know nothin'
But singin' the blues
Oh sister, have I got news for you
I'm somethin'
I hope you think that you're somethin' too
Scufflin', I been up that lonesome road
And I seen a lot of suns goin' down
Oh, but trust me
No low life's gonna run me around
So let me tell you somethin' sister
Remember your name
No twister, gonna steal your stuff away
My sister
Sho' ain't got a whole lot of time
So shake your shimmy,
Sister
'Cause honey I sure is feelin' fine
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Para todas as vezes que tapamos nosso sorriso sem lembrar de que é a coisa mais bela que possuimos ^_____~
A vida é um palco, onde grandes tragédias acontecem.
Talvez, se você não tiver visto tragédias demais terminarem mal... até talvez possa esperar por um final feliz.
Acordar.
Piscar e tudo continua o mesmo.
A imagem no espelho
É algo que turva-se na superfície úmida de meus olhos.
Mas por mais que a imagem se deforme,
Ela continua a mesma.
A imagem que não é,
É a imagem formada em meu coração,
de difícil correção.
A lente para esses olhos que negam ver a realidade
É de árdua confecção.
Feita de sangue e lágrimas,
E temperada nas chamas da dor e do sofrimento.
Este segundo post (escrito tão distante do primeiro) é mais um desabafo de minhas próprias reflexões a cerca de uma coisa que está em minha mente durante horas a fio... até que desligo-me com um deleite ligeiro.
Saía da Puc, como um dia qualquer, olhando pela janela do ônibus como se fosse um filme sem graça e sem legendas. O fone de ouvido com defeito só completava ainda mais aquele quadro de imperfeição... O banco desconfortável, a fome e a sede, o calor do meio dia. A música em meus ouvidos lutando firmemente contra aquele mundo do qual eu claramente tentava fugir.
De repente chamou-me atenção um fato particular... Percebi uma dor de cabeça estranha, localizada num desses lugares na cabeça que você normalmente nunca dá atenção... como se nem te pertencesse. E percebi então, também, que ela já estava lá a umas boas horas, desde o início do dia. Mas mesmo com essa dor de cabeça, continuei a ouvir minha música alta... ouvindo Therion tocar com toda a agressividade e dramaticidade, velada pela suavidade das notas dos instrumentos eruditos. Uma pessoa passa por mim e olho-a como se fosse apenas mais uma parte constituinte do ônibus... O que Rogers diria disso?
O que eu diria a respeito é que isso me levou a pensar na angústia existencial e na angústia patológica. Sim... Psicologia Humanista Existencial... Carl Rogers... acho incrível como ele conseguiu transformar uma teoria complexa sobre Psicologia (pois convenhamos... qual delas não é?) em algo de tão agradável leitura. E é logo essa abordagem teórica, que sabe lidar tão bem com as artes numa intertextualidade incrível (vide Jung também... outra forma muito interessante te inserir a arte na psiquê humana), que fala da angústia com tamanha beleza pra mim.
Existem duas angústias.
- A angústia existencial... inerente à vida, da qual você nunca foge, nunca escapa. É a angústia presente desde o momento em que você se levanta, lutando contra o cansaço e o tempo, até o momento fatídico de dar uma notícia ruim, ou de refletir o rumo de sua vida... e se sentir vazio... Parece desesperador não é? Mas na prática não é tão assim. Ao refletir um pouco sobre o assunto, você vê a angústia como algo que realmente sempre esteve lá... É a angústia existencial que move as pessoas. É ela que motiva, que gera a criação, que cria movimento.
- A angústia patológica é que é a verdadeira cocaína. Essa angústia não move... não cria. Ela estagna, paralisa, congela. Ela é o não esperar pelo futuro, pois não há futuro algum. Não há desejo, não há alegrias, não há cor, nem som, nem luz... Não há nada além de um deserto quente e seco cheio de um grande nada, onde se respira aquele ar que machuca os pulmões... A dor é eternalizada, pois não há esperança para crer numa luz no final do túnel. Se a dor é eternalizada... se não há um fim... se não há futuro, apenas uma longa estrada repleta de sofrimento, o que resta? Resta então a possibilidade de um vazio sem dor... sem angústia, onde o vento não sopra e o Sol não brilha, mas onde o vento não devasta e o Sol não queima. Então cai-se no esquecimento da morte... Para mim, a angústia patológica é o que chamamos comumente e levianamente de desespero. Neil Gaiman, renomeado escritor (um dos melhores que temos na Terra, com certeza) pôs em palavras e carne esse sentimento, através de um dos Perpétuos, na sua série de HQ Sandman:
“Desespero, irmã gêmea de Desejo,
é rainha de seu próprio domínio sombrio.
Diz-se que, dispersas pelo reino de
Desespero, há uma infinidade de
pequenas janelas penduradas no vazio.
A cada janela aberta uma cena diferente
se revela. Em nosso mundo, a vista é
um espelho. Assim, quando você fita
seu próprio reflexo e nota os olhos
de Desespero sobre si, é fácil senti-la
agarrando e apertando seu coração.
Sua pele é fria e pegajosa.
Seus olhos são da cor do céu,
naqueles dias cinzas e úmidos que
desbotam o significado do mundo.
Sua voz vai pouco além de um sussurro.
E, embora ela não tenha odor, sua
sombra é almiscarada e pungente,
tal qual a pele de uma cobra.
[...]
Desespero diz
pouco,
mas é paciente.”
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Mas... e aquele dia no ônibus?
Cheguei à conclusão de que Desespero está sempre à espreita, à janela mais próxima de seus ouvidos... esperando o momento certeiro de estender a mão e nos dar o conforto da não-esperança. A decisão que importa mesmo é se vamos olhar para a janela e sorrir, e então virar o rosto e continuar a ouvir a sua música... ou se vamos entregarmos-nos à esse peito que nos dá repouso, mas que congela e fere ao toque.
Hm... começar um post num blog... algo que não faço a muito tempo. E que sempre paro de fazer o.o Acho que diários não significam muito pra mim... sempre tentei manter mas nada que de fato prendesse o meu interesse. Mas tem certos momentos da vida que agente precisa expor nossos pensamentos e expressá-los de alguma forma, assim fica mais fácil de refletir, ou de pelo menos organizá-los.
Esse ano, desde o início, mostrou que vai ser um ano de muitas dificuldades (ah... esse sim é um conceito que só to aprendendo agora... depois falo mais sobre isso). E inclusive estou me assustando com as dificuldades que estou encontrando comigo mesma.
Encontro-me quase que constantemente num estado de letargia, como se as coisas boas não me alcançassem. Tantas coisas boas acontecendo, oportunidades legais surgindo, e, mesmo que eu esteja inserida nelas, elas não me alegram, ou me deixam empolgada e extasiada como sempre deixam. É como se elas nem existissem... Acho isso triste, muito triste, pois não quero me arrepender de ter perdidos momentos únicos da minha vida porque meu emocional não tava legal. Mas acho isso contraditório... porque se as coisas boas não me afetam de uma forma boa, como posso vivê-las de uma forma boa também?
Eu estudo Psicologia, e como vivem dizendo, e como presencio todos os dias, é um caminho muito solitário. Uma vida autônoma, onde você vivencia de fato uma liberdade, e não apenas uma idéia utópica de liberdade, é um caminho solitário (não digo q eu vivo tal liberdade, apenas que estou em busca), agora... tentar trilhar esse caminho, e ainda ter a clareza acerca de várias coisas a respeito das pessoas em geral (não estou me colocando num lugar de deus, nem nenhum outro profissional da área) te leva a um lugar onde ninguém mais pode ir, nem mesmo seus colegas de profissão.
Agora entramos também num outro ponto contraditório, pois as escolhas que fiz pra minha vida, escolhas que eu tenho consciência de que foram minhas, levam para um caminho que eu evitava seguir, que era o caminho da solidão. Me chamem de mórbida, de pessimista, mas é somente uma visão da realidade.
Ser Psicóloga é ser solitária.
Ser Cantora, que é emeu sonho acima de qualquer coisa, é ser solitária.
Ser dona da minha vida, tomar decisões que sejam de fato boas pra mim, e não boas pra outras pessoas, é ser solitária, por mais amigos que você tenha, por mais próximos que seus familiares sejam.
Lembro-me uma vez que li para um trabalho de Filosofia II um certo teórico (não consigo lembrar o nome) que dizia que o Inferno é a clareza infinita, ou algo do gênero. Sim, conhecimento traz sofrimento... mas também constrói. É uma questão de força para sobreviver ao que é difícil. E novamente esse conceito um pouco novo pra mim... dificuldade.
Inicialmente eu me condeno por pensar "Nossa, só agora você sabe o que é passar dificuldade?" Mas eu acho que sim, em vários sentidos diferente. Deparar-se com alguma que te amedronta, que te tira as esperanças e que te faz duvidar de si mesma. Que te faz querer desistir e jogar tudo pro alto apenas pra não ter que chorar e se pensar incapaz. É... tenho vivido muito isso ultimamente. Não que eu sinta que queira jogar tudo pro alto... já superei esse tipo de pensamento, mas de fato... é muito difícil viver o difícil, e estou vendo isso agora.
Penso pelas coisas que já passei na minha vida, e acho que não sei valorizar muito bem as minhas conquistas, enxergar aonde cheguei, olhando por tudo o que passei e ver que estou aqui, hoje.
Mas tem uma coisa da qual não consigo fugir, e da qual eu acho que sempre vou ser companheira. A solidão.
finalmente linkei seu Vox no meu blog =](tive q fiuçar o html ¬¬) read more
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